quarta-feira, 24 de abril de 2013

Billund, o pasto mais espectacular da Dinamarca



























Billund poderia ser um pasto perdido no meio do gelo. Podia, mas não é.
6000 almas e um aeroporto “Ryanair” que fazem a vida rodar em torno de 3 espacos: a fábrica da Lego, o parque temático e o parque aquático.
Nunca, mas nunca, em momento algum da história te sentarás num café, cansado de uma longa jornada e, depois de pousar a mochila, pedir um guaraná e meter conversa com o viajante do lado, ouvirás: “fui a Billund sozinho”. Não acontece.
Não existe qualquer motivo para que um viajante, por mais fascinado que seja por pastos dinamarqueses, passe mais do que 10 minutos em Billund.
Reparem que inauguro aqui um espaco onde trato quem está desse lado por "tu". Jesus inspira-me. O nosso, não o outro. "Muitan fortes na zona de decisão!"
Agora…se fores Pai, Mãe ou Avô, bom, aí tudo muda de figura. Billund é um paraíso encantado para os miúdos.
O parque aquático (coberto), apesar de ser muito giro, talvez não seja um “must” para quem vem do Sul, afinal, Sol não falta por esses lados. Ainda assim é uma experiência diferente. Na Escandinávia é normal criar espacos fechados onde se possam fazer actividades de verão. Se dependerem da temperatura exterior, talvez consigam tomar banho no mar 7 dias por ano....
O parque temático da Lego, contudo, venhas do Sul ou do Norte, é absolutamente fantástico e imperdível. O nível de detalhe e o bom gosto são impressionantes. Há N actividades para criancas. Barcos com Vikings, piratas, canhões de água, escola de conducão, vários comboios, aviões, montanha russa, castelos, lagos, etc. Correr atrás dos miúdos num sítio destes é exercício para um mês mas, por outro lado, cada sorriso é uma medalha.
Para mim, que sou um fã do Lego, confesso que corri com gosto. As réplicas espalhadas por todo o parque  são extraordinárias.
Há claro, como em tudo, uma vertente de negócio que me aborrece...o assalto praticado nas bilheteiras e que é indiferente ao custo de vida do país. Seja em Franca na Eurodisney ou na Dinamarca na Legoland, as marcas usam e abusam do factor “se é para o teu filho vais pagar”.
Não é um parque acessível a todas as bolsas e, embora perceba que estão ali para ganhar dinheiro, acho um abuso esta seleccão da clientela pela bolsa. Uma crianca é uma crianca e a entrada num espaco destes não deveria ser uma barreira tão grande.
Passem por lá um dia com a miudagem, não se vão arrepender.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Veneza, o regresso






























Desta vez é bem mais fácil escrever enquanto a accão acontece. Estou sentado na igreja San Vidal, em Veneza. A orquestra local prepara-se para interpretar algumas obras de Vivaldi. Sim, tambem so conheco aquela da pizza.
O ambiente é, sem que me ocorra melhor adjectivo, inspirador. Muitos italianos, poucos turistas. Estamos em Janeiro.
Aqui e ali ouco Patrícios. Gosto sempre de ver alguém da Terra Prometida, sinto-me mais próximo de casa. Tento tropecar neles só para meter conversa.
A grande vantagem de repetir destinos é aliviar a pressão dos "must see". É a minha segunda passagem por Veneza e desta vez não trago mapa, lista ou máquina. Vou vagueando pelos canais, descobrindo pequenos restaurantes, seguindo a rua com melhor cor.
Dei com este concerto por puro acaso.
Veneza é uma cidade inacreditável! Quem é que se lembrou de fazer algo tão belo, frágil e complexo? E porque é que o fizeram? Ao contrário dos holandeses, os italianos nunca tiveram falta de espaco em terra. Mas ainda bem que algum doido avancou para o mar. Veneza tem que ser percorrida sem pressa de chegar. Cada vez gosto mais de Itália.
Também por acaso, ou quase, descobri um hotel perto da Piazzone Roma (estacão central dos autocarros e entrada da cidade) que é uma autentica pérola: Ca' dei Polo. Um pálacio com mais de 400 anos totalmente recuperado,  um dono simpatiquíssimo que fez o favor de esperar 2h por mim e os precos quase equiparados a um Ibis. Um achado numa cidade que arranca couro e cabelo a cada turista que aqui passa.
Sabem comer estes italianos. Que primor de cozinha, que requinte no vinho. Da primeira vez que aqui passei abusei da pizza e ignorei o que de melhor se faz, a pasta. Volto para casa com boa impressão desta vez. Pão por pão, continuo a preferir o dos turcos.
Esta não é certamente a melhor altura para visitar a cidade. Está frio, alguns canais invadem as ruas, San Marco comeca a ficar alagada. Por outro lado há menos turistas, o que torna a circulacao muito mais facil. Os precos baixam, o céu ainda assim está azul e o Carnaval dá cor à cidade.
Falando em turistas...quem foi o visionário que colocou uma câmara no iPad? Sou o unico a achar que andar com uma televisão debaixo do braco não é muito pratico? "Olha ali a basílica, puxa do cinescópio sff!". Não atinjo.
Mas isto nunca mais comeca? Estou congelado no meio de tanto mármore.
Nao volto a entrar num avião, está decidido. Desta vez, depois de uma hora no meio do nevoeiro e já quando se aproximava da pista, o piloto abortou a aterragem porque estava muito próximo do aviao da frente. "Próximo" disse ele. Mais uma velinha para o gajo que inventou o GPS.
Vasco da Gama chegou às Seychelles de barco, eu tambem chegarei.
Será que o Cardozo já marcou algum em Braga? Que doenca com a bola.
Ai estão eles de violino em riste. Vai comecar.
"Aos 4 minutos Salvio marca o primeiro", escreve o meu pai.
Agora sim, venha de lá o Vivaldi!
Veneza? Já cá deviam estar!


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

E se a TAP baixasse a tarifa para Cabo Verde e/ou para os Acores?

Sempre que comeco a preparar uma viagem sigo o filtro habitual: zona do globo com melhor temperatura no mês em questao, companhias que voam para lá, precos dos bilhetes, seguranca para o caso de ir sozinho e ponto de partida.
Raramente sei para onde vou e só depois de alguma pesquisa decido para onde vai a trouxa seguinte. Isto porque, para mim, nao existem sítios do mundo desinteressantes. O que existe, no máximo, é uma indisponibilidade momentânea, nada mais. A Síria nao será o poiso mais agradável neste momento, mas se-lo-á algures no tempo. É assim que penso e desta forma, evitando zonas temporariamente problemáticas, vou tracando os meus percursos.
Tendo em conta o meu terror em voar, o mundo para mim reduz-se aos pontos no mapa da Lufthansa, KLM, BA e TAP. Tenho mesmo que fazer aquele curso para perder esta pancada...
Sítios servidos pela Air PuxaAqui e outras que tal, terei que lá chegar de barco.
Depois de Veneza, Buenos Aires e Montevideo, gostava de dar um salto ao continente Africano e comecei a namorar as tarifas da TAP. Tento, por razoes óbvias, voar na TAP quando as partidas sao de Lisboa. Continuo, apesar de tudo, a ter algum orgulho na nossa companhia de bandeira.
Gostava de ir a Cabo Verde ou a Mocambique. E nao é de hoje.
Sempre que "volto" a estes destinos esbarro com os precos da TAP. No caso de Cabo Verde entao é quase escandaloso. Um voo de 4h (que a TAP opera em "regime de cartel" com a TACV) que custa tanto como uma deslocacao para o Japao.
A TAP tem algumas linhas que sao autênticas vacas leiteiras, Cabo Verde é uma delas.
O mesmo se aplica à ilha de Santa Maria nos Acores onde, por questoes familiares, gostava de ser mais assíduo. Neste caso os precos praticados sao os mesmos de uma viagem entre Lisboa e Atenas, conseguindo até a proeza de, em alguns dias, ser mais rápido chegar à Grécia.
Acabo sempre no mesmo sítio, eliminando os destinos "leiteiros" da TAP com o pensamento "alguém comecará a voar para lá".
Voltemos entao ao suspeito do costume em www.lufhtansa.com